Alexandre Padilha defende parcerias com EUA apesar de restrições de vistos a autoridades brasileiras

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, defende que restrições de vistos dos EUA não afetam parcerias com empresas norte-americanas. Descubra mais!

22/04/2026 21:01

3 min

Alexandre Padilha defende parcerias com EUA apesar de restrições de vistos a autoridades brasileiras
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Saúde comenta sobre restrições de vistos dos EUA

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou nesta quarta-feira (22) que as restrições impostas pelos Estados Unidos a vistos de autoridades brasileiras não têm prejudicado a colaboração entre o ministério e empresas norte-americanas. Durante o lançamento da Semana de Vacinação nas Escolas, Padilha afirmou: “Se o governo dos Estados Unidos não permite a entrada do ministro da Saúde lá, as empresas dos Estados Unidos estão vindo para cá porque querem investir aqui”.

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Segundo o ministro, o Brasil mantém acordos de cooperação com indústrias dos EUA, e as críticas ao governo não devem impactar essas parcerias. “Nós temos mais de 200 anos de cooperação com os Estados Unidos e não são as atitudes absurdas contra a saúde, como ataques à Organização Mundial da Saúde, que vão impedir que a gente continue cooperando com empresas e instituições dos Estados Unidos”, ressaltou.

Padilha também minimizou os efeitos pessoais da restrição de vistos, mencionando que não acompanha diretamente o assunto. Ele revelou que a medida afetou familiares que já tinham autorização para entrar no país. No ano passado, a esposa e a filha de 10 anos tiveram seus documentos cancelados pelo governo norte-americano, o que também atingiu servidores federais que participaram da implementação de um programa criado na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Caso Ramagem e monitoramento pela PF

Na última segunda-feira (20), o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos divulgou uma mensagem solicitando que o delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo, deixasse o país após seu monitoramento que resultou na prisão de Alexandre Ramagem.

A mensagem afirmava: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

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O ex-parlamentar foi abordado inicialmente devido a uma situação irregular, já que seu visto de turista expirou em março e ele entrou nos EUA com um passaporte diplomático cancelado por determinação do Supremo Tribunal Federal. A CNN Brasil apurou que Ramagem estava sob monitoramento de agências de inteligência desde novembro do ano anterior.

O monitoramento incluiu buscas pela placa do carro utilizado por Ramagem na Flórida e reuniões entre um oficial de ligação da PF e autoridades estadunidenses. A PF não pode prender um brasileiro em outro país, mesmo que foragido da Justiça. O procedimento consiste em reunir informações e repassá-las para a polícia do país, neste caso, os Estados Unidos.

Após ser preso pelo ICE, Ramagem foi liberado dois dias depois. O governo brasileiro não foi informado sobre os motivos que levaram à sua soltura. Um encontro foi agendado para que as autoridades brasileiras apresentassem documentos que poderiam ser relevantes para o processo de Ramagem, que poderia ser alvo de deportação.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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