Alexandre Padilha defende Anvisa e critica vídeos sobre suspensão de produtos Ypê

Alexandre Padilha defende a Anvisa contra críticas sobre a suspensão de produtos Ypê, destacando a decisão técnica em meio a polêmicas políticas.

Ministro da Saúde se pronuncia sobre suspensão de produtos Ypê

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou nesta segunda-feira (11) que os vídeos que circulam nas redes sociais sobre a suspensão de produtos da marca Ypê tentam transformar uma decisão técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em uma disputa política.

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Segundo Padilha, a divulgação desses conteúdos ocorreu após a informação de que os proprietários da empresa realizaram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

O ministro negou qualquer motivação ideológica por parte da agência reguladora. “A Anvisa não tem lado de governo, não tem lado partidário, não tem lado A ou B”, afirmou Padilha à imprensa. Ele enfatizou que a atuação da agência é pautada por critérios técnicos e constitucionais.

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Além disso, destacou que a análise dos produtos foi realizada pelo setor de vigilância sanitária do estado de São Paulo, que é governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro.

Decisão da Anvisa e repercussão

Padilha também mencionou que o diretor da Anvisa responsável pela área que recomendou a suspensão, Daniel Meirelles, foi indicado durante o governo do ex-presidente. “O diretor responsável por essa área na Anvisa foi indicado por Bolsonaro, foi assessor e secretário-executivo de um ministro do governo Bolsonaro e está cumprindo um papel técnico dentro da agência”, afirmou.

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Na última quinta-feira (7), a Anvisa publicou a Resolução nº 1.834/2026, que determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de lava-louças. Essa decisão foi tomada após uma avaliação técnica que identificou irregularidades em etapas críticas do processo produtivo.

Apesar disso, a recomendação para que os consumidores evitem o uso dos itens mencionados na resolução continua válida até que o processo de recolhimento seja concluído.

Críticas e alertas sobre a saúde

Após a repercussão do caso, políticos e apoiadores da direita começaram a publicar vídeos comprando produtos da marca e, em alguns casos, ingerindo detergente para contestar a decisão da Anvisa. Esses conteúdos se tornaram virais nas redes sociais.

Padilha criticou essa prática e alertou sobre os riscos à saúde. “As pessoas não devem beber detergente de nenhuma marca. Muito menos fazer videozinho sobre isso”, disse.

“É desinformação e coloca vidas em risco”, acrescentou o ministro. Ele também orientou que a população deve guardar os produtos interditados em local seguro até que a empresa realize o recolhimento oficial dos lotes afetados.