O senador responsável pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado (MDB-SE) utilizou suas redes sociais na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, para expressar sua preocupação com os suspeitos de envolvimento em vazamentos de dados confidenciais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A iniciativa foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Vieira enfatizou a importância de combater a divulgação não autorizada de informações sensíveis, ressaltando que essa ação não deve ser utilizada como disfarce para investigar possíveis irregularidades financeiras ou crimes praticados por figuras de destaque na República.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele defendeu que a lei deve ser aplicada de forma rigorosa contra todos os envolvidos, sem distinções.
A operação faz parte de um inquérito mais amplo, iniciado em 2019, que investiga as chamadas “fake news”. O caso tramita em sigilo e ainda não chegou a uma conclusão. A decisão do ministro Moraes de investigar o vazamento de dados foi divulgada exclusivamente pelo Poder360 em 13 de janeiro.
LEIA TAMBÉM!
A investigação se concentra em possíveis quebras de sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares, levantadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Polícia Federal.
Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como monitoramento eletrônico de suspeitos, afastamento de cargos públicos, cancelamento de passaportes e restrições à saída do país. Segundo apurou o Poder360, o ministro Alexandre de Moraes instaurou um inquérito para apurar quem acessou informações fiscais de magistrados e seus familiares, e quando esses acessos foram realizados.
A investigação considera a possibilidade de perícias em computadores e até mesmo a quebra de sigilo telemático, caso as respostas não sejam consideradas satisfatórias.
Recentemente, dados pessoais de autoridades foram divulgados em reportagens de diversos veículos de comunicação. No caso do ministro Alexandre de Moraes, a divulgação incluiu informações sobre o Banco Master, empresa pertencente à sua esposa, com um investimento de R$ 131,3 milhões em três anos.
Embora o contrato não contenha dados sigilosos, detalhes sobre as operações financeiras da empresa poderiam ter sido obtidos através de bases de dados acessíveis ao Coaf ou à Receita Federal.
No caso do ministro Dias Toffoli, a investigação apura possíveis operações financeiras envolvendo a família, que geralmente só são descobertas através de quebra de sigilo pela Receita Federal ou pelo Coaf. O secretário do Fisco, Robinson Barreirinhas, é subordinado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O Coaf é comandado por Ricardo Andrade Saadi, delegado da Polícia Federal, e ligado administrativamente ao Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo.
