O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estabeleceu um prazo de 24 horas para que a defesa do deputado federal NIKOLAS FERREIRA apresentasse esclarecimentos sobre a utilização de um celular durante uma visita à residência de Jair Messias Bolsonaro, que estava em regime de prisão domiciliar.
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A decisão, divulgada na quarta-feira (26.nov.2025), ocorreu um dia após o início da pena de 27 anos e 3 meses de Bolsonaro, cumprida na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A situação se agravou após a divulgação de imagens capturadas por um drone da TV Globo, mostrando o deputado utilizando o aparelho durante a conversa com o ex-presidente na área externa da casa.
Detalhes da Visita e Proibição
Conforme as medidas cautelares definidas pelo ministro Moraes, Bolsonaro estava proibido de utilizar as redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros. A solicitação formal aos advogados do deputado busca entender os motivos da utilização do celular durante a visita.
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A decisão visa garantir o cumprimento das determinações judiciais e a coleta de informações relevantes para a investigação.
Notícia-Crime e Solicitação de Busca e Apreensão
Após a repercussão das imagens da TV Globo, a deputada federal (Psol-SP) apresentou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes. A parlamentar argumentou que NIKOLAS FERREIRA violou as medidas cautelares ao utilizar o celular durante o encontro com o ex-presidente, o que configuraria o descumprimento de ordens judiciais e poderia indicar um plano de fuga.
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A congressista também solicitou a busca e apreensão do celular do deputado, com o objetivo de evitar a destruição de provas e assegurar a rigorosa condução da investigação.
Repercussão e Declarações de Nikolas
A utilização do drone pela TV Globo para filmar a visita gerou uma forte reação por parte de NIKOLAS FERREIRA. Em uma publicação na plataforma X, o deputado declarou que a emissora cometeu “violação grave de privacidade”, considerando a atitude “totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística”.
Ele expressou espanto com a utilização do drone para filmar o ex-presidente e um parlamentar, classificando a ação como uma invasão de privacidade.
