O diretor da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kléber Cabral, levantou questionamentos sobre a investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabral classificou a situação como um “falso positivo”, alegando que o auditor Ricardo Mansano de Moraes foi alvo de uma investigação precipitada e inadequada.
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A declaração, divulgada nesta quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), ocorreu após a Polícia Federal, em cumprimento de mandados do STF, efetuou buscas e apreensões de bens de quatro funcionários públicos do Fisco em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A operação está relacionada ao inquérito das chamadas “fake news”, iniciado em 2019 e que ainda tramita em sigilo.
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Detalhes da Investigação e Argumentos de Cabral
Segundo Cabral, Moraes teria solicitado uma verificação de movimentações suspeitas, envolvendo até parentes de terceiro grau, sem fornecer à Receita Federal informações claras sobre a origem da desconfiança. O diretor da Unafisco argumentou que, em situações como essa, o procedimento normal seria a Receita Federal realizar uma apuração administrativa, como já foi feito com o ex-ministro Flávio Bolsonaro.
Ele ressaltou que a Receita deveria ter questionado qual dado específico havia vazado.
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Cabral enfatizou que a investigação de 2008, onde Mansano teria analisado informações sobre um casal com o mesmo sobrenome, é um exemplo de desvio do foco. “Se o vazamento fosse a causa, ele não iria olhar em 2008, se é um caso de 2026”, afirmou.
Situação Atual dos Investigados
Ricardo Mansano de Moraes, que antes atuava na delegacia da RFB em São José do Rio Preto e integrava a Equipe de Gestão do Crédito Tributário, é o investigado com o maior salário. Em dezembro de 2025, ele recebeu aproximadamente R$ 51.000, conforme dados do Portal da Transparência.
Devido à decisão de Moraes, os sigilos bancário, fiscal e telemático de Mansano foram quebrados, e ele está proibido de deixar a cidade onde reside. Além disso, ele deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, com o passaporte apreendido e o uso de tornozeleira eletrônica.
Os demais investigados são Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento, ambos técnicos do Seguro Social, e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
