Alex Sandro pode se tornar titular e levar Seleção Brasileira a marca histórica contra a Escócia
A inclusão de Alex Sandro como titular pode marcar a primeira vez em 40 anos que três jogadores de um mesmo clube brasileiro jogam juntos em Copas do Mundo
A Seleção Brasileira pode alcançar uma marca histórica durante o confronto contra a Escócia, que ocorrerá nesta quarta-feira, 24 de novembro, na terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Se o lateral-esquerdo Alex Sandro for escalado entre os titulares, será a primeira vez em quatro décadas que o Brasil terá três jogadores de um mesmo clube brasileiro em campo em um torneio mundial.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os atletas envolvidos são do Flamengo: Lucas Paquetá e Danilo já iniciaram as últimas partidas como titulares, enquanto Sandro é cotado para substituir Douglas Santos, que está pendurado com um cartão amarelo.
Um Marco Raro na História da Seleção
Se essa mudança se concretizar sob a direção de Carlo Ancelotti, será inédito desde 1986 que a Seleção Brasileira contará com três jogadores de um único clube nacional em uma partida da Copa do Mundo. Segundo dados da Fifa, a última vez que isso ocorreu foi em 1986, quando o Corinthians teve três jogadores entre os titulares: o goleiro Carlos, o lateral-direito Edson Boaro e o atacante Casagrande.
Esse trio participou das partidas contra Espanha e Argélia na fase de grupos, mas deixou de atuar junto no terceiro jogo devido à lesão de Boaro, sendo substituído por Josimar, do Botafogo.
Mudanças no Cenário do Futebol Brasileiro
A formação atual da Seleção Brasileira destaca-se por contrastar com uma tendência observada nas últimas décadas. Desde os anos 1990, o número de atletas atuando em clubes nacionais tem diminuído consideravelmente, tornando raro ver jogadores do mesmo clube ocupando posições na equipe titular.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Nas cinco Copas anteriores a 2026, o número de convocados que jogavam no Brasil caiu ao longo dos anos: apenas dois foram convocados em 2006; três em 2010; quatro em 2014 e 2018; e novamente três em 2022.
Com a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção, essa dinâmica começou a mudar. O treinador ampliou sua atenção aos talentos do Campeonato Brasileiro e selecionou sete atletas que atuam no país para integrar a lista da Copa do Mundo. Além dos quatro jogadores do Flamengo, Ancelotti chamou Neymar, do Santos; Danilo, do Botafogo; e Weverton, do Grêmio.
Leia também
Tradições Históricas na Seleção Brasileira
A presença de múltiplos jogadores de um mesmo clube na Seleção era comum nas décadas em que o futebol brasileiro concentrava os principais talentos. Na final da Copa de 1958, por exemplo, seis jogadores representaram apenas dois clubes: três eram do Vasco — Bellini, Orlando e Vavá — e outros três eram do Botafogo — Nilton Santos, Didi e Garrincha.
Quatro anos depois, na conquista do bicampeonato mundial contra a Tchecoslováquia, o Santos teve três representantes: Gylmar, Mauro e Zito.
No tricampeonato de 1970, novamente o Santos se destacou com Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Pelé entre os titulares sob a liderança de Mário Zagallo. Agora, após quarenta anos sem essa configuração em Copas do Mundo, o Flamengo pode retomar essa tradição dependendo das escolhas táticas feitas por Ancelotti para o embate contra a Escócia.