Alerta de Mobilização em Defesa da Memória da Luta Argentina
Em 24 de março de 2026, argentinos residentes no Brasil e diversos movimentos populares que compõem a Alba Movimentos organizam um ato nesta terça-feira, às 14h, em frente ao Consulado da Argentina, na Avenida Paulista. O evento visa celebrar e defender a memória da luta argentina por verdade e justiça, marcando 50 anos do golpe militar que instaurou a última ditadura no país.
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Símbolo da Resistência
A convocatória enfatiza a importância de levar lenços brancos, um símbolo histórico da resistência argentina. Florencia Abregú, integrante da secretaria operativa da Alba Movimentos, explica que a data é central “pelo exercício da memória” e pela exigência constante de justiça para aqueles que desapareceram ou foram detidos ilegalmente durante o período da ditadura.
A iniciativa busca criar uma ponte entre o passado e o presente político da Argentina, com foco na luta contra o autoritarismo.
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Relevância Atual e Desafios
Abregú ressalta que a lembrança do golpe não se restringe ao passado, mas se conecta diretamente ao cenário político atual, especialmente com a gestão de Javier Milei. Ela critica o governo por supostamente “reivindicar o terrorismo de Estado”, minimizar os crimes da ditadura e reprimir movimentos populares.
A organização busca fortalecer a resistência e a organização popular, em contraposição ao que ela considera um projeto libertário que ameaça os direitos sociais.
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Conexão Internacional e Memória Coletiva
O ato em São Paulo está conectado a mobilizações semelhantes na Argentina, lideradas por organizações como Madres de Plaza de Mayo e Abuelas de Plaza de Mayo, que realizaram marchas com os lemas “Son 30 mil” e “Que digan dónde están”. Os participantes são incentivados a levar imagens de desaparecidos, transformando a manifestação em um memorial coletivo.
A iniciativa visa honrar a memória das vítimas e promover a busca pela verdade.
Novas Descobertas e Disputas pela Memória
Em um contexto de crescente disputa pela memória da ditadura, a Justiça argentina confirmou em março de 2025 a identificação de restos mortais encontrados no antigo centro clandestino de La Perla, em Córdoba, através do trabalho da Equipe Argentina de Antropologia Forense.
Essa descoberta reforça a importância de continuar a busca por verdade e justiça, apesar das tentativas de relativizar os crimes da ditadura por parte do governo atual.
