Alergias Respiratórias: Como o Desconforto Noturno Pode Afetar Seu Sono?

Alergias Respiratórias e o Desconforto Noturno
Pessoas que enfrentam alergias respiratórias sabem que a noite nem sempre é um momento de descanso. Há dias em que, ao deitar a cabeça no travesseiro, o nariz entope e as crises de espirros começam. Parece que o corpo escolhe esse momento para manifestar os sintomas.
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Essa sensação tem uma explicação. Durante a noite, o corpo passa por mudanças naturais, como a diminuição da produção de cortisol, um hormônio que ajuda a controlar inflamações. Com isso, o sistema imunológico fica mais propenso a reagir a estímulos alérgicos, agravando os sintomas de rinite e asma.
Além disso, a posição deitada facilita o acúmulo de secreções nas vias respiratórias, aumentando a sensação de congestão. “Muitas vezes, o paciente percebe uma piora dos sintomas no período noturno também porque está um pouco mais relaxado, sem as distrações do dia a dia.
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A posição de dormir também é um fator importante”, explica Fausto Yoshio Matsumoto, coordenador do Departamento Científico de Rinite da ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
Impacto da Posição ao Dormir
Ao ficar deitado, os sintomas nasais ou pulmonares podem se agravar. Nessa posição, ocorre uma redistribuição natural do sangue, com um fluxo maior para a região da cabeça. Esse aumento faz com que os vasos da mucosa nasal se dilatem, causando inchaço e dificultando a passagem do ar.
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Para quem já tem rinite, esse efeito é ainda mais intenso. “Para quem tem asma, a posição deitada pode aumentar a resistência das vias aéreas inferiores, contribuindo para a sensação de falta de ar”, detalha a alergista Brianna Nicoletti.
Ambientes Internos e Alergias
Outro fator que pode agravar os sintomas noturnos são os ambientes internos. O quarto é frequentemente um dos locais com maior concentração de ácaros, poeira e mofo, que são inimigos de quem sofre com alergias. Colchões, travesseiros e cobertores acumulam micropartículas que, com o tempo, se tornam verdadeiros depósitos de alérgenos.
Até o ar-condicionado pode piorar os sintomas se o filtro não for limpo regularmente.
Para melhorar a qualidade do sono, é essencial cuidar do ambiente e estabelecer uma rotina de higiene que minimize o contato com gatilhos alérgicos. Usar capas antiácaro em travesseiros e colchões, lavar a roupa de cama com frequência, evitar tapetes e cortinas e manter o ambiente ventilado são algumas medidas que podem ajudar.
Umidificadores e purificadores de ar também são benéficos, desde que limpos regularmente. “O quarto deve ser bem ventilado e livre de objetos que acumulam poeira, como tapetes e bichos de pelúcia. Animais de estimação não devem dormir no ambiente”, acrescenta Nicoletti.
É importante lembrar que, em casos de falta de ar ao deitar, é necessária uma avaliação médica, considerando outros problemas além da alergia, como apneia do sono e insuficiência cardíaca.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



