Alcolumbre Defende Decisão Sobre Sigilos de Lula e Enfatiza Harmonia entre Poderes
O presidente do Congresso Nacional, Fábio Alcolumbre, emitiu declarações nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, respondendo às críticas à aprovação da solicitação de fiscalização, bancária e telefônica de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
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Alcolumbre ressaltou que a decisão foi tomada sem intenção de agradar ou desagradar qualquer grupo político, enfatizando a complexidade das relações parlamentares. “Não se pode esperar que agrade a todos. Nem desagrada a todos, nem agrada a todos”, declarou em entrevista aos jornalistas.
A fala se segue a um pronunciamento anterior de Alcolumbre, ocorrido no dia anterior, para anular a votação da CPMI que permitiu a quebra dos sigilos telefônicos e bancários do filho do presidente (PT). No voto divulgado na terça-feira, 3 de março, o senador argumentou que não houve uma violação clara do Regimento Interno do Congresso Nacional e que não caberia intervenção da Presidência do Legislativo.
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Alcolumbre também ponderou sobre a possibilidade de um diálogo com o presidente Lula após a decisão.
Diálogo entre Poderes é Prioridade
Questionado sobre a expectativa de ser chamado pelo presidente Lula para uma conversa, Alcolumbre afirmou considerar natural o diálogo entre autoridades. “Deve falar. A gente espera ser chamado por todas as pessoas que a gente tem respeito e consideração”, explicou.
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Ele acrescentou que, da mesma forma que buscou o presidente da República para discutir questões relevantes, espera ser chamado para um eventual encontro. “E, da mesma maneira que eu desejei conversar pessoalmente com o presidente da República, eu procurei ele”, afirmou.
Encontro Seria Parte da Rotina Institucional
O senador Alcolumbre ainda considerou que um eventual encontro com o presidente Lula seria parte da rotina institucional. “É legítimo que, se ele desejar falar comigo, ele deve procurar, para a gente continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia”, concluiu.
Na decisão da terça-feira, Alcolumbre justificou que, mesmo com o número de parlamentares contrários à quebra de sigilos, não houve a maioria necessária para rejeitar os requerimentos, mantendo válida a decisão da CPMI.
