Alckmin minimiza tarifas dos EUA e vê oportunidades para o comércio
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), comentou sobre as tarifas globais de 15% impostas pelo governo dos Estados Unidos, afirmando que o impasse “abre uma avenida” para um comércio mais robusto com o país. Durante um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (23), Alckmin declarou que essa decisão não representa um problema.
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“Abre uma avenida em termos de ter um melhor comércio com os Estados Unidos”, destacou o presidente em exercício. Ele ressaltou que o novo cenário tarifário global, estabelecido pelo presidente norte-americano Donald Trump, oferece uma oportunidade estratégica sem precedentes para a indústria brasileira.
Oportunidades para a indústria brasileira
Alckmin enfatizou que, apesar dos Estados Unidos serem o terceiro maior parceiro comercial do Brasil em volume total, eles são o principal comprador de produtos industriais. “A China compra muita commodity, mas quem adquire máquinas, aviões e motores são os Estados Unidos”, afirmou.
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Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão que representa uma derrota significativa para o governo republicano. Em resposta, o governo norte-americano se manifestou posteriormente.
Parceria com a Fiesp e medidas de proteção comercial
Ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Geraldo Alckmin formalizou protocolos de intenções entre o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e a entidade, visando a proteção comercial no Brasil. Em 2025, foram registrados 94 pedidos de investigação relacionados a práticas comerciais desleais.
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Durante a reunião de diretoria da Fiesp, realizada na sede da entidade em São Paulo, Alckmin e Skaf assinaram dois Protocolos de Intenções. Entre as iniciativas, destaca-se a criação de uma “calculadora de margem de dumping”, que visa aumentar a eficiência e a precisão técnica nas investigações contra práticas predatórias de preços.
Além de combater práticas desleais, os acordos buscam simplificar a regulação e digitalizar serviços, enfrentando os desafios impostos pela burocracia excessiva, que causa um dano estimado em R$ 1,7 trilhão à economia anualmente. Segundo Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior, e Pedro Ivo Sebba Ramalho, secretário de Competitividade, essa iniciativa é crucial para modernizar o sistema brasileiro em meio às tensões comerciais globais.
