Alckmin afirma manter contato “reservado” com os Estados Unidos em relação a tarifas

O vice-presidente declarou a jornalistas que os governos estão em contato por canais institucionais, sem revelar a identidade do interlocutor.

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O vice-presidente Geraldo Alckmin, min. Rui Costa (Casa Civil), Min. Fernando Haddad (Fazenda) e min. Simone Tebet (Planejamento) após reunião com representantes do setor da industria, Ricardo Alban (CNI) e Josué Gomes da Silva (FIESP), nesta terça-feira (15) para discutir a resposta brasileira ao aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ministério do do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. | Sérgio Lima/Poder360 - 15.jul.2025

O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (21.jul.2025) que o governo brasileiro mantém conversas institucionais e “reservadas” com os Estados Unidos em relação à taxa de 50% sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor a partir de agosto.

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Ele queria finalmente informar que estamos em diálogo pelos meios oficiais. E de maneira confidencial. As discussões estão avançando pelos canais institucionais e de forma reservada, declarou a jornalistas em Brasília.

A apuração do Poder360 revelou que o governo brasileiro enfrenta dificuldades em manter um canal de negociações com os Estados Unidos, após a carta em que Donald Trump (Partido Republicano) assegurou a tarifa de 50%, datada de 9 de julho.

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Uma das dificuldades seria a ausência de um embaixador em Brasília, o encarregado de negócios dos EUA não teria acesso direto à Casa Branca. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, as negociações estavam apenas em nível da Secretaria do Tesouro norte-americana, também sem acesso a Trump.

Alckmin respondeu que os contatos com o Brasil, sobre quem seria o interlocutor dos Estados Unidos, seguem confidenciais.

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O governo menciona uma minuta confidencial de 16 de maio que não foi respondida pelos EUA. Até citar esse documento em uma carta enviada ao governo dos Estados Unidos na quarta-feira (16 de jul) exigindo uma resposta, a diplomacia brasileira não considerava essencial uma devolução.

De acordo com a perspectiva dos diplomatas, mesmo sem uma resposta oficial, as negociações permaneceram abertas. Foram realizadas 9 rodadas de conversas entre os dois países, em nível ministerial e técnico. Os contatos interrompidos com a carta de Trump mencionando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a imposição de tarifas de 50% em 9 de julho.

Atualmente, o governo Lula considera a minuta como uma resposta infradada desde maio, buscando novamente envolver os norte-americanos no diálogo.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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