A AIE anuncia liberação histórica de petróleo para conter alta dos preços! Fatih Birol revela que reservas estratégicas podem ser acionadas. Saiba mais!
Os países que fazem parte da Agência Internacional de Energia (AIE) poderão liberar mais petróleo do mercado a partir de suas reservas estratégicas “conforme a necessidade”. Essa decisão foi tomada após a concordância, na semana passada, sobre a maior liberação de reservas da história, com o objetivo de compensar a escassez e a alta dos preços.
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A afirmação foi feita pelo diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, nesta segunda-feira (16).
Os comentários de Birol ocorrem em um contexto em que o preço do petróleo se mantém acima de US$ 100 por barril, após uma alta significativa devido ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Esse conflito afetou o tráfego pelo Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente, resultando no maior choque de oferta já registrado. “Ainda temos muitas reservas”, declarou Birol em um comunicado em vídeo, acrescentando que as reservas ainda contêm aproximadamente 1,4 bilhão de barris.
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Birol destacou que a ação rápida da AIE teve um efeito tranquilizador nos mercados, com os preços do petróleo hoje mais baixos do que há uma semana. Os contratos futuros de Brent para maio de 2026 estavam sendo negociados a mais de US$ 100 o barril, por volta das 14h30, horário de Brasília, nesta segunda (16).
Isso representa um aumento de cerca de US$ 10 em relação ao anúncio da liberação das reservas, em 11 de março, embora ainda esteja abaixo do pico de quase quatro anos de US$ 119,50 registrado em 9 de março.
Analistas levantam dúvidas sobre a eficácia da liberação de reservas para superar as interrupções no fornecimento e ressaltam que o ritmo dessa liberação é fundamental. “As reservas estratégicas globais combinadas e as retiradas de estoques comerciais podem atingir, na melhor das hipóteses, de 4 a 6 milhões de barris por dia”, avaliou Felipe Elink Schuurman, CEO da Sparta Commodities. “Considerando um déficit de petróleo bruto de 5 a 8 milhões de barris por dia, isso não fecha a lacuna”.
Embora a liberação de estoques possa oferecer uma proteção temporária, Birol sinalizou que não é uma solução a longo prazo. “O fator mais importante para o retorno a fluxos estáveis de petróleo e gás é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz”, enfatizou.
Ele também alertou que, mesmo que o Estreito fosse reaberto imediatamente, ainda levaria tempo para que o comércio global de energia se recuperasse.
Os países mais impactados por essa situação são as economias emergentes e em desenvolvimento importadoras de petróleo do Sul e Sudeste Asiático, além de importantes produtores do Oriente Médio, como o Iraque, que enfrentam perdas significativas em suas receitas de exportação, conforme mencionado por Birol.
A AIE, criada em 1974 após a crise do petróleo de 1973, é composta por 32 países de todos os continentes.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.