Modernização do Vale-Alimentação: AGU Derruba Liminares e Abre Caminho para Novas Regras
A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve uma importante vitória na disputa judicial, conseguindo derrubar as liminares que antes restringiam a implementação das novas regras para os vales-alimentação (VA) e vale-refeição (VR). Com a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), o Decreto nº 12.712/25, que estabelece essas modernizações, volta a vigorar plenamente, obrigando as grandes empresas do setor a cumprirem as novas diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
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Impacto na Economia Popular e no Mercado
Essa decisão representa um avanço significativo para a economia popular. Atualmente, o mercado de vale-alimentação e vale-refeição é dominado por um número limitado de empresas, que historicamente cobram taxas elevadas dos estabelecimentos comerciais.
Com a validação do decreto, espera-se um aumento da concorrência, permitindo a entrada de novas operadoras e, consequentemente, a oferta de condições mais vantajosas tanto para as empresas que fornecem os benefícios quanto para os trabalhadores que os utilizam.
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A AGU argumentou que a justiça deve priorizar o interesse público, garantindo que o trabalhador tenha maior autonomia sobre o uso do seu benefício de alimentação, sem depender de uma rede credenciada restrita. Essa mudança visa desarticular um modelo antigo que, na visão do governo, causava distorções no mercado e prejudicava o poder de compra dos trabalhadores.
Mudanças e Benefícios para o Trabalhador e o Lojista
O principal objetivo da AGU é acabar com o domínio do mercado que persiste há décadas. As grandes operadoras frequentemente cobram taxas elevadas dos restaurantes e mercados, o que se reflete no preço final dos alimentos e refeições que o trabalhador adquire no dia a dia.
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Com a modernização da regulamentação, espera-se uma redução desses custos, beneficiando diretamente o poder de compra do cidadão.
Além disso, a decisão é simbólica, ocorrendo no momento em que o programa PAT completa 50 anos de existência. A AGU sustentou que manter as liminares causaria lesão à ordem e à economia pública, distorcendo o mercado e impedindo que o trabalhador sentisse os efeitos reais da modernização prometida pelo governo federal.
Um Mercado Mais Justo e Competitivo
A queda das liminares atinge as maiores empresas do setor no país. Em resumo, a decisão preserva a política pública e permite que o trabalhador brasileiro aproveite um mercado de cartões de alimentação mais justo e competitivo.
Jamille Novaes, redatora e analista de políticas públicas no FDR, destaca a importância da simplificação de normas complexas do Governo Federal, visando facilitar o acesso do cidadão brasileiro a informações relevantes sobre legislação e políticas públicas.
