Agroindústria brasileira registra queda de 0,9% em junho de 2026, aponta FGV Agro

A queda na agroindústria reflete a crise econômica e as turbulências externas, impactando negativamente a produção de insumos e produtos não alimentícios.

17/08/2026 14:01

2 min

Frigorífico em Promissão, São Paulo
Frigorífico em Promissão, São Paulo

A agroindústria brasileira enfrentou uma queda de 0,9% em junho de 2026, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, conforme apontou o Índice de Produção Agroindustrial da FGV Agro (Fundação Getulio Vargas). O recuo foi impulsionado principalmente pelo segmento de Produtos Não Alimentícios, que registrou uma redução de 2,1% no período.

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Os Insumos Agropecuários foram os grandes responsáveis por essa diminuição, com uma queda acentuada de 12,1%. Além disso, os Produtos Têxteis também apresentaram retração, com uma diminuição de 3,7%. Por outro lado, o segmento de Produtos Alimentícios ficou praticamente estável, com um leve avanço de 0,1% em junho.

Análise do desempenho setorial

O crescimento modesto na produção alimentar foi sustentado por um aumento de 3,3% nos Alimentos de Origem Animal e de 3% nas Bebidas. No entanto, essa alta não foi suficiente para compensar a significativa queda de 6,1% nos Alimentos de Origem Vegetal.

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A análise mais ampla revela que a agroindústria teve uma retração geral de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a FGV Agro, a desaceleração da economia brasileira e as turbulências no cenário externo têm contribuído para a perda de dinamismo do setor. Os resultados mostram disparidades entre os segmentos: enquanto os Produtos Não Alimentícios acumularam uma queda de 2% no primeiro semestre do ano, os Produtos Alimentícios e Bebidas cresceram 1,1% no mesmo período.

Desafios futuros para o setor

Apesar do crescimento observado no primeiro semestre, a produção de Alimentos e Bebidas tem apresentado oscilações mensais. A FGV Agro destaca que esses dados ajustados sazonalmente indicam uma desaceleração contínua desde março. Para os próximos meses, o cenário se mostra desafiador para o segmento devido ao esgotamento da cota chinesa para importação e à interrupção dos embarques de produtos de origem animal destinados à União Europeia.

Diante desse contexto complicado, a FGV Agro acredita que ainda há espaço para reverter o desempenho atual e finalizar 2026 com um crescimento na agroindústria. Contudo, a entidade ressalta que enfrentar esses desafios será significativo ao longo do restante do ano.

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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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