Agostinho Werá Moreira alerta: fábrica da CMPC ameaça cultura Nhanderu em Viamão
Agostinho Werá Moreira alerta: fábrica de papel ameaça cultura Nhanderu em Viamão! ⚠️ Conflito com CMPC, gigante chilena, expõe luta pela preservação do
A Luta pela Preservação da Cultura e do Meio Ambiente em Viamão
Todas as noites, na Tekoá Pindó Mirim, em Viamão (RS), seu Agostinho Werá Moreira trabalha na Opy, a casa de rezo dos Nhanderu, onde recebe, de Nhanderu, orientações para guiar a comunidade em que vive e seu povo. “Trabalho para o espiritual, e Nhanderu me fala que a construção dessa fábrica de papel pode acabar com a vida do nosso território, com a nossa cultura. É um perigo muito grande”, disse Agostinho, preocupado com o futuro da sua comunidade.
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A instalação da fábrica da CMPC, uma multinacional chilena com uma longa história de conflitos com povos indígenas, representa uma ameaça à preservação da cultura e do meio ambiente na região.
A CMPC, fundada em 1920 pela família Matte, já enfrentou críticas e denúncias por suas práticas em outros territórios indígenas, como o Wallmapu no Chile, onde planta eucaliptos em terras historicamente ocupadas pelos Mapuche. A empresa é acusada de exercer influência política e de promover a militarização dos territórios originários, além de explorar as zonas de sacrifício.
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O Impacto do Projeto Natureza
O Projeto Natureza, proposto pela CMPC, visa construir uma fábrica de papel na região, mas a comunidade Nhanderu se opõe fortemente ao projeto. Os indígenas temem que a instalação da fábrica cause danos ambientais, contaminando o Guaíba, o rio que abastece a região, e destruindo o seu território.
Além disso, a fábrica representa uma ameaça à sua cultura e modo de vida, que está intimamente ligado à natureza.
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A CMPC ofereceu R$ 50 milhões para alguns caciques gerirem um fundo coletivo, mas a proposta foi rejeitada pela comunidade, que a considera uma forma de chantagem para que os indígenas facilitem o processo de licenciamento da fábrica. “É dinheiro que acaba, e a fábrica vai seguir lá”, disse Agostinho, ressaltando a importância de preservar a autonomia e a autodeterminação da sua comunidade.
A Luta pela Autodeterminação
A luta da comunidade Nhanderu é um exemplo de resistência contra o avanço do capitalismo predatório e a exploração dos recursos naturais. Os indígenas defendem o direito à autodeterminação, à preservação da sua cultura e do meio ambiente, e à garantia de um futuro sustentável. “É superar a tutela assimilacionista entre Estado e os povos indígenas e garantir o direito de dizer ‘não’”, disse a professora Liana Amin, especialista em direitos humanos e povos indígenas.
A comunidade Nhanderu, liderada por Agostinho Werá Moreira e seu filho Arnildo Werá, está mobilizada para defender o seu território e a sua cultura. Eles se unem a outros grupos e organizações para pressionar o governo e a CMPC a reconsiderar o projeto e a buscar alternativas que respeitem os direitos dos povos indígenas e a preservação do meio ambiente.