Contudo, o Brasil se destaca como um dos países que melhor suportará os efeitos, devido à persistência do consumo interno, segundo a instituição.
A Moody’s Ratings revisou a perspectiva das notas de crédito soberano globais de estável para negativa. Ao anunciar a mudança, a agência cita incertezas relacionadas à política comercial, em meio a tarifas dos EUA, além do crescente risco geopolítico.
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Até então, a instituição esperava uma normalização macroeconômica gradual ao longo de 2025, que abriria caminho para reformas nas dívidas públicas. No entanto, o cenário atual tem direcionado o foco para medidas de apoio econômico de curto prazo.
Isso deve postergar a consolidação fiscal e limitar investimentos focados na produtividade, avalia a Moody’s, que também prevê um realinhamento das cadeias produtivas.
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Para a classificador, a aplicação de tarifas abrangentes pelo governo do presidente americano, Donald Trump, modificou a expectativa de estabilidade nas condições de crédito.
Os mais vulneráveis serão os países mais expostos ao comércio com os EUA, com menor diversificação econômica e com recursos financeiros limitados. Essa lista inclui China, México e Canadá.
A política fiscal pode amenizar parcialmente a desaceleração, contudo, gastos persistentes podem prejudicar a estabilidade da dívida.
Contudo, o Brasil se destaca como um dos países que melhor poderá lidar com os efeitos, devido à persistência do consumo interno, segundo a instituição.
Se as negociações comerciais revertem as tarifas, contudo, a Moody’s afirma que pode retornar a melhorar a perspectiva global para estável.
O Brasil ocupa a segunda maior taxa de juros reais do mundo, após o aumento da taxa Selic.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.