África se divide e pode gerar novo oceano, revela estudo sobre pluma de manto na Etiópia

Estudo aponta que pluma de manto sob a Etiópia pulsa como um coração, rompendo a crosta africana e podendo gerar uma nova bacia oceânica em milhões de anos.

14/10/2025 12:53

2 min

África se divide e pode gerar novo oceano, revela estudo sobre pluma de manto na Etiópia
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Possível Divisão da África em Dois Continentes

Uma pesquisa geológica recente sugere que a África pode estar se separando em dois continentes. Segundo a revista Nature Geoscience, pulsos rítmicos de rocha derretida estão emergindo das profundezas da Terra, dividindo a crosta africana.

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Esse fenômeno ocorre na região de Afar, na Etiópia, onde uma pluma de manto quente atua como um coração pulsante. A cada pulsação, o calor e o material fundido sobem à superfície, enfraquecendo gradualmente a estrutura do continente.

Instabilidade Geológica na Região de Afar

A área etíope é uma das mais instáveis do mundo, com três grandes falhas tectônicas se cruzando: os riftes do Mar Vermelho, do Golfo de Áden e o Grande Rifte Etíope. Essa convergência cria um cenário propício para a ruptura de um continente.

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Emma Watts, da Universidade de Swansea, que liderou o estudo, e outros pesquisadores de dez instituições coletaram mais de 130 amostras de rochas vulcânicas na região. A análise química revelou padrões repetitivos, indicando pulsações do manto terrestre.

Formação de um Novo Oceano

Embora o processo leve milhões de anos, os cientistas consideram sua ocorrência inevitável. À medida que a fenda se amplia, a água do mar pode invadi-la, formando uma nova bacia oceânica.

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Assim, o Chifre da África poderia se separar do restante do continente, semelhante ao que ocorreu na formação do Oceano Atlântico. Derek Keir, da Universidade de Southampton, afirmou que a evolução do manto profundo está relacionada ao movimento das placas tectônicas, o que impacta nossa compreensão sobre vulcanismo e fragmentação continental.

O grupo de pesquisa agora investiga a velocidade desse fluxo subterrâneo.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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