Advogada acusa ministro do STJ de agressão sexual! Marco Buzzi é acusado de “predador” em caso chocante. Saiba mais!
Uma advogada, fundadora de uma instituição que apoia mulheres vítimas de violência sexual desde 2020, fez acusações graves contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. A declaração foi publicada nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, pelo jornal Estadão.
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Buzzi está sendo investigado por pelo menos dois casos de importunação sexual. O primeiro relato surgiu após alegações de que ele teria tentado agarrar à força uma jovem de 18 anos, filha de amigos, em 9 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Adicionalmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga uma segunda possível vítima de Buzzi, cuja identidade permanece desconhecida até o momento.
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A advogada, que também é a fundadora da Me Too Brasil, classificou o ministro como um “predador sexual”, afirmando que o comportamento dele possui características de reincidência e modus operandi repetido com diversas vítimas. Ela expressou confiança de que existem outras vítimas além das duas já denunciadas, enfatizando que o caso representa um “prêmio” para o ministro, e não uma punição.
O ministro Marco Buzzi negou veementemente todas as acusações.
O ministro Buzzi permanece afastado de suas funções, incluindo o uso de seu local de trabalho, veículo oficial e outras prerrogativas inerentes ao cargo. Um grupo de magistrados se reunirá novamente em 10 de março para analisar as conclusões de uma comissão de sindicância, formada em 4 de fevereiro.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, onde o Ministério Público Federal busca uma condenação criminal. Existe a possibilidade de que o caso seja ajuizado no Senado Federal, com o risco de perda do cargo.
Em 9 de fevereiro, Buzzi enviou uma carta aos 32 ministros do Pleno em que negou todos os fatos imputados. Sob licença médica, o ministro declarou que as investigações causaram sofrimento a ele e aos seus familiares. Ele estava internado no hospital DF Star em Brasília desde 5 de fevereiro, devido a problemas de saúde psiquiátrica.
A defesa do ministro Marco Buzzi afirmou que recebeu com “respeitosa irresignação” o afastamento cautelar. Para os advogados, a medida é desnecessária, pois não há risco de interferência nas investigações e o magistrado já está afastado por motivos de saúde.
Eles argumentam que o afastamento antes da conclusão do processo pode criar um precedente preocupante e informaram que estão reunindo provas para apresentar sua versão dos fatos.
“A defesa do ministro Marco Buzzi manifesta respeitosa irresignação com o afastamento cautelar determinado em sede de sindicância administrativa. Sustenta-se a desnecessidade da medida, sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico. Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório. Aponta, por fim, que já estão sendo colhidas as contraprovas que permitirão, ao fim, a análise serena e racional dos fatos. Maria Fernanda Saad Ávila e Paulo Emílio Catta Preta”.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.