Acordo entre EUA e Irã pode atrasar; Trump tenta conter expectativas sobre negociação

Memorando de Entendimento entre EUA e Irã Pode Demorar
Um alto funcionário americano informou que o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã pode levar mais alguns dias para ser finalizado. O atraso se deve ao processo prolongado para obter a aprovação iraniana sobre a redação do documento.
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Apesar de o presidente Donald Trump ter afirmado no sábado que um acordo estava próximo, autoridades dos EUA tentaram moderar as expectativas de que um anúncio pudesse ocorrer neste fim de semana.
A rapidez com que o Irã responderá a algumas solicitações de alteração feitas pelos Estados Unidos determinará o tempo necessário para a conclusão do acordo. Embora os EUA acreditem que o Irã concordou, em princípio, com os principais pontos, ainda há uma troca de propostas sobre a redação, o que exige um longo processo de aprovação do lado iraniano.
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O funcionário destacou que os Estados Unidos ainda estão ajustando a linguagem de “alguns pontos”. Assim que todas as partes chegarem a um consenso final, uma cerimônia presencial de assinatura entre autoridades americanas e iranianas deverá ser realizada, possivelmente seguida por uma nova rodada de negociações sobre a próxima fase do acordo.
Contexto da Guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”. Segundo Trump, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerã, um ponto de atrito que tem dificultado as negociações mais recentes para encerrar os combates.
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Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, causando milhares de mortes e danos a diversos museus, edifícios históricos e sítios culturais, conforme relatado por veículos de imprensa e autoridades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via estratégica onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Semanas antes do início da guerra, o governo Trump havia realizado a maior operação militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear, mas essas tentativas não conseguiram evitar a ação militar, com Trump acusando o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.
O início da guerra em fevereiro também se deu após protestos em massa contra o regime no Irã, motivados pelo descontentamento econômico e o aumento dos custos.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



