Ações de Petróleo em Alta com Expectativa de Retorno às Operações na Venezuela
As ações de empresas petrolíferas negociadas em Wall Street apresentaram uma alta significativa nesta segunda-feira (5), impulsionadas pela expectativa de que a ação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro possa facilitar o retorno das empresas ao mercado venezuelano.
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A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo.
Os papéis da Chevron, única petroleira norte-americana autorizada a operar na Venezuela, fecharam o dia com uma valorização de 5,13%, próximo ao seu pico diário. Da mesma forma, as ações da Exxon Mobil subiram 2,21%, enquanto a PBF Energy registrou um aumento de 3,44% e a ConocoPhillips teve um ganho de 2,59%.
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Expectativas de Abertura do Mercado
Esses ganhos ocorreram após declarações de Donald Trump, que afirmou que os EUA necessitam de “acesso total” às vastas reservas de petróleo da Venezuela, especialmente após a prisão de Nicolás Maduro. Isso aumentou as expectativas de que Washington poderia relaxar as restrições sobre as exportações de petróleo bruto do país.
Historicamente, a Venezuela produzia até 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970, representando mais de 7% da produção global. No entanto, essa produção caiu para menos de 2 milhões de barris por dia na década de 2010, atingindo uma média de cerca de 1,1 milhão de barris por dia no ano passado, o que corresponde a aproximadamente 1% da oferta global, devido a anos de subinvestimento e sanções.
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Desafios para Aumento da Produção
Embora haja otimismo em relação à exploração de petróleo na Venezuela, especialistas alertam que o caminho será desafiador e custoso. A consultoria internacional de energia Wood Mackenzie estimou que aumentar a produção em 500 mil barris por dia exigiria um investimento de R$ 20 bilhões nos próximos 10 anos.
A consultoria sugere que melhorias operacionais e investimentos modestos no Cinturão do Orinoco poderiam elevar a produção de volta aos 2 milhões de barris por dia em um ou dois anos. No entanto, para ir além disso, seriam necessários investimentos substanciais, com joint ventures entre a estatal PDVSA e empresas internacionais precisando gastar R$ 20 bilhões para adicionar 500 mil barris por dia à produção.
Além disso, a maioria das refinarias que processam o petróleo da região ficou inativa entre 2019 e 2021, e as que permanecem operacionais necessitam de investimentos contínuos para manter seu funcionamento, conforme apontado na análise.
