Aclara Resources e Acordo com Laboratório dos EUA
A mineradora canadense Aclara Resources, que possui um projeto de terras raras no Brasil, firmou um acordo de pesquisa e desenvolvimento com um laboratório do Departamento de Energia dos Estados Unidos. O objetivo é aplicar inteligência artificial no processo de separação de terras raras pesadas.
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O anúncio foi feito pela empresa na última quinta-feira (15) em um fato relevante ao mercado.
O desenvolvimento ocorrerá no Argonne National Laboratory, um dos principais centros de pesquisa do governo americano. A meta é aprimorar a eficiência do processo e minimizar incertezas na operação industrial. A tecnologia utilizada cria uma representação virtual do processo, baseada em dados operacionais reais, modelos matemáticos e algoritmos de inteligência artificial.
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Benefícios da Inteligência Artificial
Essa ferramenta possibilita simular o comportamento da planta, testar cenários e prever falhas antes da implementação de mudanças na operação física, o que ajuda a reduzir riscos técnicos e custos. No setor de mineração, essa abordagem é aplicada para gerenciar processos químicos complexos, que são sensíveis a variações na composição do minério.
A aplicação da IA contribui para aumentar as taxas de recuperação, melhorar a eficiência da separação e acelerar a transição de plantas-piloto para a escala industrial. A Aclara é responsável pelo Projeto Carina, situado em Nova Roma (GO).
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Financiamento e Modelo de Extração
O projeto da Aclara no Brasil já conta com financiamento do governo americano, através da U.S. International Development Finance Corporation, que apoia investimentos estratégicos em países em desenvolvimento. O empreendimento é rico em terras raras e adota o modelo de argilas de adsorção iônica, onde os elementos estão adsorvidos em argila, um depósito raro fora da China.
Esse modelo apresenta menor risco ambiental e custos operacionais reduzidos, permitindo extração por meio de processos mais simples, sem a necessidade de perfuração profunda ou detonação. Em abril de 2025, a Aclara inaugurou uma planta piloto de terras raras pesadas em Aparecida de Goiânia, com foco na produção de disprósio e térbio.
Produção e Perspectivas Futuras
Os produtos dessa unidade são concentrados na forma de carbonato de terras raras, que é uma etapa intermediária da cadeia produtiva. Esse material será enviado para uma planta de separação nos Estados Unidos, onde passará por refino químico até se transformar em óxidos individuais de terras raras, o produto final comercializado.
Esses óxidos são insumos essenciais na fabricação de ligas metálicas e ímãs permanentes, utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. De acordo com a empresa, o Projeto Carina está previsto para iniciar operações em 2028, com uma vida útil estimada em 18 anos.
Além do projeto no Brasil, a Aclara também possui ativos no Chile.
