Acesso a Capital na Mineração Brasileira em 2026: Oportunidades e Desafios em Foco

O acesso a capital se destaca como o principal desafio da mineração no Brasil em 2026, segundo estudo da EY. Descubra as implicações e oportunidades!

24/04/2026 19:31

3 min

Acesso a Capital na Mineração Brasileira em 2026: Oportunidades e Desafios em Foco
(Imagem de reprodução da internet).

Acesso a Capital na Mineração Brasileira em 2026

O acesso a capital se destaca como o principal tema para o setor de mineração no Brasil em 2026, conforme um estudo nacional realizado pela EY, uma consultoria e auditoria global. O levantamento revela que o capital ocupa a primeira posição no ranking das 10 principais oportunidades e riscos enfrentados pela indústria no país.

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Logo em seguida, aparecem o aumento dos custos, a produtividade e a licença para operar.

Afonso Sartorio, líder de Energia e Recursos Naturais da EY, observa que o capital destinado a investimentos está “mais seletivo” e, por isso, “mais caro”. Essa situação se relaciona com os esforços do governo federal e do Congresso para estabelecer uma política nacional voltada para minerais críticos.

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O relatório sobre o marco legal, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, deve incluir a criação de um fundo garantidor para apoiar projetos estratégicos do setor.

Financiamento e Projetos Prioritários

A proposta visa mitigar parte do risco financeiro e facilitar a atração de capital privado para empreendimentos considerados prioritários. Simultaneamente, o governo está articulando linhas adicionais de financiamento por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), buscando aumentar a disponibilidade de crédito para projetos relacionados à cadeia de minerais críticos, como terras raras, lítio, cobre, níquel e outros insumos essenciais para a transição energética e tecnologias de defesa.

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O estudo da EY indica que, no Brasil, a busca por capital deve se concentrar em operações de fusões e aquisições, além de projetos brownfield, que são desenvolvidos em áreas com infraestrutura já estabelecida, minas em operação ou depósitos conhecidos.

Entre os entrevistados brasileiros, 34% apontaram M&As como uma opção de alocação de capital, enquanto 36% mencionaram o desenvolvimento brownfield, ambos os percentuais superando a média global de 25%.

Atração e Cautela na Geopolítica

Marcelo Andrade, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon, destaca que o capital global tem incorporado cada vez mais critérios geopolíticos em suas decisões. Nesse cenário, o Brasil tende a se tornar mais atrativo por possuir reservas de minerais críticos ainda subexploradas, estar fora de zonas de conflito e contar com uma matriz energética relativamente mais limpa.

No entanto, a geopolítica também exige cautela. O estudo ressalta que a posição do Brasil, distante dos principais conflitos internacionais, aumenta a visibilidade do país na cadeia global de minerais críticos, especialmente em relação às terras raras.

Contudo, a EY alerta que a falta de uma estratégia clara pode fazer com que o Brasil perca essa oportunidade valiosa.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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