Acadêmicos Indígenas da UnB Debatem Territórios e Resistência em Semana

10ª Semana dos Acadêmicos Indígenas da UnB Promove Debate Sobre Territórios e Conhecimento
A 10ª Semana dos Acadêmicos Indígenas (SEMAI) da Universidade de Brasília (UnB) teve início nesta terça-feira, 28, e se estenderá até o dia 30 de abril. Organizada pela Associação dos Acadêmicos Indígenas da UnB (AAIUnB), a iniciativa celebra uma década de encontros que conectam a permanência, a luta e a produção de conhecimento dos povos originários.
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O evento, com o tema “Do território à universidade: saberes que nos guiam na ocupação do espaço acadêmico”, busca ressaltar a importância da resistência indígena na universidade.
Saberes Ancestrais e Resistência Acadêmica
Segundo Niara Nukini, estudante de Antropologia e presidente da AAIUnB, do povo Nukini (Acre), a presença indígena na universidade transcende o aspecto acadêmico, assumindo uma dimensão política e ancestral. “Estar na universidade não significa abandonar nossa identidade.
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A universidade é um território, e nossa presença carrega a força de nossos ancestrais”, explica. Niara enfatiza que a SEMAI vai além de um evento institucional, representando um espaço de resistência dentro da UnB.
Fortalecimento da Presença Indígena
A dirigente destaca que cada estudante indígena que se insere na UnB contribui para a continuidade de um legado histórico. “Nós estamos aqui para aprender, ensinar, compartilhar e fortalecer nossos modos de existir”, afirma Niara. Ela ressalta que a presença indígena no ensino superior é um esforço coletivo, que honra os ancestrais e abre caminhos para as futuras gerações.
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Programação Diversificada e Relevante
A programação da SEMAI 2026 aborda temas cruciais para a vida universitária indígena, como saúde mental, línguas maternas, epistemologias indígenas e diversidade de gênero. Além disso, oferece oficinas de grafismos, pintura de ecobags e atividades culturais que valorizam a arte como forma de expressão política.
O evento culmina com uma noite cultural, que inclui danças, cantos, DJ Tikuna, bingo e um desfile dos ancestrais acadêmicos.
Encerramento com Celebração e Reflexão
Nos últimos dias da SEMAI, a programação se concentra em discutir políticas de permanência, direitos e epistemologias próprias, além de oficinas de comunicação e plantas medicinais. O evento se encerra com uma noite cultural, que reúne danças, cantos, DJ Tikuna, bingo e o Desfile dos Ancestrais Acadêmicos, onde estudantes apresentam pinturas, trajes e artesanatos.
A iniciativa busca fortalecer a presença indígena no ensino superior, promovendo a troca de saberes e a construção de um futuro mais justo e igualitário.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



