O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em homenagem ao presidente Lula na Sapucaí no domingo (15 de fevereiro de 2026), gerou forte reação e críticas. O senador Alex Ferro (União Brasil-SP) qualificou o evento como um “deprimente espetáculo de abuso do poder”, argumentando que a escola não abordou os escândalos de corrupção envolvendo o governo e que o desfile foi marcado por ataques aos adversários, financiados pelo governo.
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O senador expressou sua indignação, comparando o desfile com a qualidade de gestão do regime da Coreia do Norte.
Antes do início do desfile, o senador Alex Ferro já criticava a homenagem, considerando-a “propaganda eleitoral antecipada”. A oposição, representada pelo partido Republicanos-DF (Damares Alves) e pelo União Brasil-SP (Kim Kataguiri), iniciou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar o repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo para a Acadêmicos de Niterói.
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O enredo do desfile, que exaltava Lula como “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, utilizando a árvore nativa do Brasil, Erythrina velutina, com até 15 metros de altura, e sua origem tupi-africana, gerou ainda mais controvérsia.
Em resposta, o partido Republicanos-DF e o União Brasil-SP entraram com ações na Justiça Federal, buscando uma proibição do desfile.
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A decisão final sobre o caso coube ao relator Aroldo Cedraz, que negou o pedido de suspensão do repasse para a Acadêmicos de Niterói. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhou o voto da relatora Estella Aranha, que validou a escolha do enredo por Lula.
A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018 e que conquistou a Série Ouro em 2025, competindo com agremiações tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro, também se envolveu em outras controvérsias. O presidente da escola, Wallace Palhares, que também atuava como assistente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, gerou debates adicionais.
