Academia em Anápolis condenada a indenizar aluno por homofobia após incidente polêmico!

Academia em Anápolis é condenada a indenizar Marcus Andrade em R$20 mil por homofobia após abordagem discriminatória. Entenda os detalhes desse caso polêmico!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Academia em Anápolis é condenada por homofobia após incidente com aluno

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) decidiu condenar uma academia localizada em Anápolis (GO) a indenizar o produtor Marcus Andrade em R$20 mil. A condenação se deu após um episódio que ocorreu em 30 de junho de 2025, quando Andrade foi abordado por sua vestimenta durante um treino.

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O aluno usava um short curto com fendas laterais e foi levado a uma sala de vidro, onde recebeu uma advertência. Na ocasião, foi informado de que sua roupa não era adequada para o “ambiente familiar” do local. O caso ganhou notoriedade quando Marcus decidiu expor publicamente o ocorrido, alegando ter sido vítima de discriminação.

Reação do aluno e processo judicial

Em entrevista, Marcus relatou à CNN que ficou em estado de choque diante da situação. Ele reconheceu sua posição privilegiada social e economicamente, o que o levou a não ter passado por experiências semelhantes antes. O produtor afirmou que demorou a perceber que havia sido alvo de homofobia e que, ao entender a gravidade do ocorrido, decidiu processar a academia.

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“No início, eu me culpei, mas a nota que a academia divulgou deixou claro que o problema não era meu vestuário, mas uma postura homofóbica baseada em religião”, explicou. A Justiça, por sua vez, reconheceu o direito da academia de estabelecer regras de vestimenta, mas considerou que a falha ocorreu após o incidente, quando a academia justificou sua conduta com base em fundamentos religiosos.

Decisão judicial

A juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, do 3º Juizado Especial Cível de Anápolis, destacou que a conversa inicial foi discreta e, portanto, não configurou ato ilícito. Contudo, a nota oficial da academia, que vinculou sua conduta a uma intenção de “agradar e honrar a Deus”, foi vista como uma tentativa de discriminação.

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Assim, a decisão judicial refletiu a necessidade de respeitar a identidade do consumidor em ambientes que devem ser inclusivos.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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