Abraccine celebra 15 anos com nova lista de 100 filmes brasileiros essenciais; confira!

15 Anos da Abraccine e Nova Lista de Filmes Essenciais
Para celebrar os 15 anos da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), a entidade divulgou uma nova lista com os 100 filmes brasileiros considerados “essenciais”, uma década após a primeira seleção. A nova versão não apenas resgata clássicos já consagrados, mas também inclui sucessos recentes, como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
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A lista foi elaborada com um foco especial em aumentar a representatividade de mulheres e pessoas negras, buscando refletir um panorama mais diversificado do cinema nacional. Orlando Margarido, presidente da Abraccine, comentou sobre a evolução da entidade: “Desde a primeira edição do livro, resultado da primeira lista, a sociedade mudou, assim como o perfil da associação, que naturalmente cresceu e se modificou”.
Filmes que Marcam Presença
Os filmes selecionados abrangem uma rica variedade de gêneros e épocas, desde “Limite”, de 1931, até produções contemporâneas. Os 100 títulos mais votados pela crítica serão compilados em uma publicação, com lançamento previsto para o final de 2026.
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O livro incluirá também artigos que abordam aspectos históricos, estéticos e temáticos do cinema brasileiro.
A lista completa dos 100 filmes mais relevantes do cinema brasileiro é extensa e inclui obras como:
Leia também
- Limite (1931), Mário Peixoto
- Ganga bruta (1933), Humberto Mauro
- O ébrio (1946), Gilda de Abreu
- Também somos irmãos (1949), José Carlos Burle
- Carnaval Atlântida (1952), José Carlos Burle
- O cangaceiro (1953), Lima Barreto
- Rio, 40 graus (1955), Nelson Pereira dos Santos
- Rio, Zona Norte (1957), Nelson Pereira dos Santos
- O grande momento (1958), Roberto Santos
- O homem do Sputnik (1959), Carlos Manga
- Aruanda (1960), Linduarte Noronha
- O assalto ao trem pagador (1962), Roberto Farias
- O pagador de promessas (1962), Anselmo Duarte
- Os cafajestes (1962), Ruy Guerra
- Porto das caixas (1962), Paulo Cezar Saraceni
- Vidas secas (1963), Nelson Pereira dos Santos
- À meia noite levarei sua alma (1964), José Mojica Marins
- A velha a fiar (1964), Humberto Mauro
- Deus e o diabo na terra do sol (1964), Glauber Rocha
- Noite vazia (1964), Walter Hugo Khouri
- Os fuzis (1964), Ruy Guerra
- A falecida (1965), Leon Hirszman
- A hora e vez de Augusto Matraga (1965), Roberto Santos
- São Paulo Sociedade Anônima (1965), Luiz Sergio Person
- A entrevista (1966), Helena Solberg
- O padre e a moça (1966), Joaquim Pedro de Andrade
- Todas as mulheres do mundo (1966), Domingos de Oliveira
- A margem (1967), Ozualdo Candeias
- Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins
- O caso dos irmãos Naves (1967), Luiz Sergio Person
- O menino e o vento (1967), Carlos Hugo Christensen
- Terra em transe (1967), Glauber Rocha
- O bandido da luz vermelha (1968), Rogério Sganzerla
- A mulher de todos (1969), Rogério Sganzerla
- Macunaíma (1969), Joaquim Pedro de Andrade
- Matou a família e foi ao cinema (1969), Julio Bressane
- O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Glauber Rocha
- O despertar da besta (Ritual dos sádicos) (1970), José Mojica Marins
- Sem essa, Aranha (1970), Rogério Sganzerla
- Um é pouco, dois é bom (1970), Odilon Lopez
- Bang bang (1971), Andrea Tonacci
- S. Bernardo (1972), Leon Hirszman
- Toda nudez será castigada (1972), Arnaldo Jabor
- Alma no olho (1973), Zózimo Bulbul
- Compasso de espera (1973), Antunes Filho
- Os homens que eu tive (1973), Tereza Trautman
- A rainha diaba (1974), Antonio Carlos da Fontoura
- Iracema, uma transa amazônica (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna
- Dona Flor e seus dois maridos (1976), Bruno Barreto
- Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Hector Babenco
- Mar de rosas (1977), Ana Carolina
- A lira do delírio (1978), Walter Lima Jr.
- Tudo bem (1978), Arnaldo Jabor
- A mulher que inventou o amor (1980), Jean Garrett
- Bye bye Brasil (1980), Carlos Diegues
- O homem que virou suco (1980), João Batista de Andrade
- Pixote, a lei do mais fraco (1980), Hector Babenco
- Eles não usam black-tie (1981), Leon Hirszman
- Os saltimbancos trapalhões (1981), J.B. Tanko
- Das tripas coração (1982), Ana Carolina
- Pra frente Brasil (1982), Roberto Farias
- Onda Nova (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia
- Amor maldito (1984), Adélia Sampaio
- Cabra marcado para morrer (1984), Eduardo Coutinho
- Memórias do cárcere (1984), Nelson Pereira dos Santos
- A hora da estrela (1985), Suzana Amaral
- A marvada carne (1985), André Klotzel
- Filme demência (1986), Carlos Reichenbach
- Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado
- Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat
- Superoutro (1989), Edgard Navarro
- Alma corsária (1993), Carlos Reichenbach
- Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995), Carla Camurati
- Terra estrangeira (1995), Daniela Thomas e Walter Salles
- Baile perfumado (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas
- Central do Brasil (1998), Walter Salles
- O auto da compadecida (2000), Guel Arraes
- Bicho de sete cabeças (2001), Laís Bodanzky
- Lavoura arcaica (2001), Luiz Fernando Carvalho
- Cidade de Deus (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund
- Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho
- Madame Satã (2002), Karim Aïnouz
- Cinema aspirinas e urubus (2005), Marcelo Gomes
- O céu de Suely (2006), Karim Aïnouz
- Serras da desordem (2006), Andrea Tonacci
- Jogo de cena (2007), Eduardo Coutinho
- Saneamento básico, o filme (2007), Jorge Furtado
- Santiago (2007), João Moreira Salles
- Trabalhar cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra
- O som ao redor (2012), Kleber Mendonça Filho
- O menino e o mundo (2013), Alê Abreu
- Branco sai, preto fica (2014), Adirley Queirós
- Que horas ela volta? (2015), Anna Muylaert
- Aquarius (2016), Kleber Mendonça Filho
- Arábia (2017), Affonso Uchoa, João Dumans
- As boas maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra
- Marte um (2022), Gabriel Martins
- Mato seco em chamas (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Ainda estou aqui (2024), Walter Salles
- O agente secreto (2025), Kleber Mendonça Filho
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



