Abelardo De La Espriella Eleita Presidente na Colômbia

Abelardo De La Espriella assume presidência na Colônia com discurso conservador e foco em segurança nacional.

25/06/2026 17:35

4 min

De la Espriella disputou o primeiro político em 2026, sendo eleito para suceder Gustavo Petro.
De la Espriella disputou o primeiro político em 2026, sendo elei...

O advogado Abelardo de la Espriella, 47 anos e trinetralista — colombiano, estadunidense e italiano —, foi eleito presidente da Colômbia em uma votação apertada nesta semana.

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De la Espriella largou a vida que levava na Toscana, Itália – onde já teria “a vida resolvida”, segundo sua esposa Ana Lucía Pineda Aruachan –, para assumir o comando do movimento político conhecido como Defensores da Pátria e se apresentar publicamente sob apelido ‘El Tigre’.

A vitória de ‘El Tigre’ contra um cenário polarizado

O resultado oficial veio pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) colombiano. Abelardo conseguiu 12.960.166 votos em confronto direto com Iván Cepeda, senador que representa a esquerda; os números foram significativamente superiores aos dos apoiados por Gustavo Petro.

Em reação à eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT parabenizou De la Espriella e enfatizou como “a relação entre os dois países transcende ideologias”.

Vida de luxo versus política conservadora. Embora sua fortuna seja desconhecida em valor exato, a origem desse patrimônio já foi tema polêmico durante toda campanha.

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Além dos serviços jurídicos, Abelardo negocia roupas pela marca “De la Espriella Style” e vende vinhos com o nome Dominio De la Espriella; ele se apresenta como um “outsider” que não hesita em exaltar essa condição no público geral.

Propostas de governo focadas em segurança nacional

A agenda política do futuro presidente é marcada por uma forte retórica conservadora. Ele apostou na pirotecnia ideológica ao promover grandes comícios nos quais imitava rugidos de tigre para reforçar sua imagem perante a população colombiana.

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Durante seu mandato, Abelardo planeja desfazer as políticas de paz implementadas pelo atual governo Petro e mira também o fechamento da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), um órgão criado após o Acordo de Paz de 2016 que visava encerrar décadas de conflito armados envolvendo grupos como Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc.

Inspirado em Milei:dólarização do país. Em termos econômicos, De la Espriella se alinha ao modelo conservador caribenho. Assim como Javier Milei na Argentina – com quem compartilha afinidade –, ele propõe uma forte redução estatal e diminuição tributária.

Ele manifestou apoio à abertura econômica colombiana para a entrada de dólares americanos; embora reconheça que o processo é “muito complexo”, justifica essa postura dizendo que “[o dólar] é uma moeda forte e fundamental”. Em entrevista recente à Rádio Caracol no início de junho, explicou querer permitir contas em dólres aos cidadãos locais visando proteção contra inflação.

O desafio da violência: sequestros e reconstrução do Estado

A questão central na Colômbia permanece sendo alta taxa de criminalidade. Segundo dados apresentados pela Corporación Excelencia en la Justicia, a incidência anual de homicídios atinge 25,9 mortes para cada 100 mil habitantes — um número que se manteve estável nos últimos dez anos.

No entanto, o problema cresce drasticamente no quesito sequestro; em comparação com os 223 registros feitos em 2023, esse índice saltou alarmantemente para 651 casos projetados para 2025. O país também registra altos níveis de assassinatos contra líderes sociais e defensores dos direitos humanos. A política anti – crime

Para lidar com a violência endêmica – situação na qual Abelardo já estava habituado por defender paramilitares ou acusados de corrupção –, ele propõe medidas radicais inspiradas nas propostas do presidente salvadorenho Nayib Bukele.

Entre as ideias divulgadas está o aumento das forças repressivas em proximidade aos Estados Unidos, além da criação de megaprisões onde os detentos seriam mantidos “dez andares abaixo da terra”. O futuro chefe também afirmou que pretende derrubar qualquer avião ou embarcação carregando drogas no território colombiano. A ideia é fazer lucrar o Estado legalizando 10% dos recursos provenientes desse narcotráfico e mineração ilegal para financiar a empreitada estatal. Parceria internacional

Para viabilizar esse plano ambicioso, De la Espriella busca apoio tanto do governo Donald Trump quanto de Israel e Estados Unidos.

Ele propõe um novo “Plano Colômbia 2.0”, visado em atualizar pacotes militares estadunidenses já existentes desde os anos 2000; com essa iniciativa ele pretende reverter totalmente a política da “Paz Total” defendida por Petro.”

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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