Abelardo de la Espriella é apontado como vencedor do segundo turno das eleições presidenciais

A vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia pode intensificar as alianças conservadoras na América Latina

22/06/2026 13:31

3 min

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump

A apuração inicial do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia revela um dos realinhamentos mais importantes nos laços da América Latina com os Estados Unidos nos últimos anos. A pré-contagem dos votos aponta para a vitória de Abelardo de la Espriella, candidato da direita apoiado por Donald Trump.

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Caso a contagem final confirme esse resultado, o candidato independente se juntará a uma série de resultados que têm favorecido a ala conservadora na região.

Resultados Favoráveis à Direita na América Latina

Nas últimas eleições em Honduras, Nasry Asfura, que conta com o respaldo da Casa Branca, também saiu vitorioso. Além disso, o partido governista da Costa Rica, aliado dos EUA, conseguiu manter seu posto no poder. No Chile, José Antonio Kast, representando a direita, obteve sucesso ao derrotar candidatos da esquerda.

Esses eventos indicam um clima político que tende a favorecer alianças conservadoras na América Latina.

A política externa de Donald Trump tem se mostrado mais agressiva em comparação ao seu primeiro mandato. Medidas como a guerra comercial, ações contra a imigração e o envio de tropas para o Caribe refletem uma postura mais confrontativa. Essas iniciativas não apenas fortalecem os laços bilaterais entre os EUA e diversos países latino-americanos, mas também mantêm os líderes da região em um estado de constante alerta frente à crescente influência econômica e diplomática da China.

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Desafios da Multilateralidade e Alianças Regionais

Atualmente, a região enfrenta uma crise no multilateralismo, amplificada pela falta de consenso entre as nações. O bloco mais consolidado nos últimos meses é aquele promovido pela administração norte-americana: o Escudo das Américas. Essa aliança de segurança realizou seu primeiro fórum em Miami, reunindo representantes de países como Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Paraguai e República Dominicana.

O cenário eleitoral deste ano ainda inclui as votações no Brasil, que podem provocar transformações significativas nas dinâmicas regionais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca reeleição no país mais populoso da América Latina e enfrenta como principal adversário um campo diversificado que poderá redefinir as relações políticas no continente.

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Alinhamentos políticos na América Latina

A relação dos líderes latino-americanos com Trump revela uma divisão clara entre aliados e opositores. Entre os aliados estão Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador), Daniel Noboa (Equador), Santiago Peña (Paraguai), José Antonio Kast (Chile) e Nasry Asfura (Honduras).

Por outro lado, figuras como Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum (México) se posicionam como rivais ideológicos. Outros líderes como Delcy Rodríguez (Venezuela), Yamandú Orsi (Uruguai), Daniel Ortega e Rosario Murillo (Nicarágua) também figuram entre os opositores do governo americano.

Com estas movimentações políticas em curso, observa-se uma busca por um novo equilíbrio nas relações internacionais da América Latina com os Estados Unidos e outros blocos globais.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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