Cristo Redentor: abaixo-assinado de 20 mil mulheres viabilizou estátua de 30 metros

O Cristo Redentor completa 95 anos nesta segunda-feira (12). A estátua de 30 metros, que atrai cerca de 1,5 milhão de turistas por ano ao Rio de Janeiro, foi viabilizada por um abaixo-assinado de 20 mil mulheres liderado pela escritora Laurita Lacerda em 1922.
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O documento foi apresentado ao então presidente Epitácio Pessoa e garantiu a autorização para a construção do monumento, que levou 28 anos desde a ideia inicial até a inauguração, em 1931. A obra consumiu 2.500 contos de réis, o equivalente a cerca de R$ 9,5 milhões hoje.
Da ideia ao concreto: quase três décadas de projeto
A proposta surgiu em 1903, em um poema do padre Pierre-Marie Boss. Mas foi em 1918 que o Círculo Católico do Rio de Janeiro começou a articular a construção como parte das comemorações do centenário da independência do Brasil. Uma campanha de doações populares foi iniciada para arrecadar os fundos.
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Em 1922, o abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas deu o empurrão político necessário. Durante as obras, entre 1926 e 1931, o engenheiro Heitor Levy chegou a morar no alto do Corcovado, a 700 metros de altura, usando o pedestal como escritório para acompanhar de perto as plantas.
Uma segunda campanha de arrecadação em 1929 levantou mais 500 contos de réis. A escolha do concreto armado revestido de pedra-sabão barateou o custo final — a Estátua da Liberdade, nos EUA, feita com armação metálica, custou 60 mil contos de réis (R$ 228 milhões).
Números e engenharia do monumento
A estátua tem 30 metros de altura, mais 8 metros de pedestal, o equivalente a um prédio de 13 andares. Os braços abertos ocupam 88 m², a cabeça pesa 30 toneladas e cada pé mede 1,35 metro. No interior, há 12 platôs ligados por escadarias, formando andares que levam a tampões nos braços e na cabeça — área restrita à equipe de manutenção.
Uma imagem estilizada do Sagrado Coração de Jesus, com 1,30 metro e revestida de pedra-sabão, foi projetada para o interior do monumento.
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Resistente até para furacões de categoria 5
O projeto foi pensado para suportar ventos de até 250 kmh, o que o torna capaz de resistir a furacões de categoria 5, como o Katrina, que devastou os Estados Unidos em 2005. Entre as personalidades que já visitaram o Cristo estão o Papa João Paulo II, o Dalai Lama, a Princesa Diana, o Príncipe Charles e o ex-presidente dos EUA, Barack Obama.
Editoria:
Redação Variedades
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