A24 Assina Parceria Pesquisa Com Deep Mind em Busca de ‘Assento na Mesa’

O estúdio A 24 se viu no centro de uma grande polêmica após anunciar formalmente um acordo de pesquisa com a unidade Deep Mind, braço de inteligência artificial do Google.
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Foi por meio da assessora de comunicação Sophia Shin que veio esclarecimento oficial ao público geral; ela divulgou nota à publicação Wired sobre os detalhes acordados entre as partes. “Esta é apenas uma parceria de pesquisa”, explicou em comunicado feito pelo estúdio aos leitores. “Estamos trabalhando lado a lado com pesquisadores especializados no Deep Mind com foco total em aprender, iterar e construir novas ferramentas,” acrescentou ainda A 24.”
A estratégia do A24: um assento na mesa
O argumento final apresentado pela equipe foi o desejo estratégico de estar presente nos debates da tecnologia audiovisual moderna. O selo completou que prefere ter “um assento à mesa” dos criativos — ou seja, participar ativamente das decisões —, ao invés de ficar completamente fora desse cenário.
Este movimento não é isolado dentro da indústria cinematográfica americana; ele reflete uma tendência crescente entre os grandes estúdios em Hollywood para incorporar tecnologias avançadas como a inteligência artificial aos seus processos produtivos e comerciais. “Não está sozinha“, apontam analistas do setor sobre essa movimentação corporativa globalizada.
Grandes players hollywoodianos investem pesadamente na IA
A Disney já demonstrou seu interesse no campo tecnológico. A empresa firmou um acordo temporário com OpenAI, visando licenciar o uso de alguns dos personagens icônicos sob desenvolvimento por modelos de linguagem grande (LLMs). Paralelamente à parceria positiva, ela também iniciou ações judiciais contra empresas que utilizavam IAs generativas como Mini Max e Midjourney, acusadas formalmente de violação direitos autorais. “É uma dupla estratégia“, observam especialistas do direito digital sobre a atuação da gigante.
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Outro exemplo notável é Lionsgate: este estúdio ampliou recentemente sua colaboração técnica junto à Runway para desenvolver novas franquias inteiras. O objetivo inclui produzir séries completas geradas artificialmente com base no vasto catálogo das suas propriedades intelectuais já existentes na memória corporativa.
Já o mercado televisivo não fica atrás desse movimento tecnológico; Netflix adquiriu mais recentemente Inter Positive, startup especializada em IA voltada ao cinema e fundada por Ben Affleck. A aquisição visa fortalecer as ferramentas disponíveis aos cineastas que trabalham diretamente nos bastidores de grandes produções cinematográficas contemporâneas.
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Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



