A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para manter agentes dentro da residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, com monitoramento contínuo. A justificativa do pedido baseou-se em um caso anterior, envolvendo o juiz Nicolau dos Santos Neto, popularmente conhecido como Lalau, ocorrido há 21 anos. A investigação é de Luísa Martins no Bastidores CNN.
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Andrei Rodrigues, da Polícia Federal, justificou a solicitação como uma medida para reduzir os riscos de fraude envolvendo o tornozeleiro eletrônico e a possível fuga, sobretudo em razão da proximidade do julgamento da ação penal referente à tentativa de golpe.
O caso mencionado como precedente, datado de 2004, tratava-se da prisão domiciliar de Lalau, que fora condenado por delitos como peculato, estelionato e corrupção passiva.
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Para Lalau, a prisão domiciliar com custódia da PF foi determinada por questões de saúde comprovadas. Já na situação atual, a justificativa da PF não se relaciona à saúde de Bolsonaro, mas sim à necessidade de evitar transtornos aos moradores do condomínio no Jardim Botânico, em Brasília.
A Polícia Federal defende que o policiamento nas áreas circundantes e o controle de acesso e saída de veículos no condomínio gerariam transtornos aos moradores. Assim, propõe como solução a presença de agentes dentro das residências.
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A atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) deve ocorrer antes da decisão final do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com fontes próximas a Paulo Gonet, da PGR, a medida é vista como excessiva e desnecessária, sobretudo em razão da proximidade do julgamento e do contexto político-econômico do país.
Fonte por: CNN Brasil