Vários ataques de Israel contra o Irã, incluindo aqueles que visam a televisão estatal iraniana, áreas residenciais e infraestrutura de saúde, são desproporcionais e indiscriminados de acordo com o direito internacional, afirmou nesta segunda-feira (23) a Missão de Investigação da ONU sobre o Irã. “Alguns ataques relatados resultaram em um grande número de vítimas civis e na destruição extensa da infraestrutura civil, o que, juntamente com a alegada falta de aviso prévio eficaz por parte de Israel, levanta sérias preocupações em relação aos princípios do direito humanitário internacional de proporcionalidade, distinção e precaução.”
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Centenas de civis, incluindo mulheres e crianças, funcionários da televisão iraniana, cientistas e membros do Crescente Vermelho, foram mortos em ataques aéreos israelenses, enquanto milhões de pessoas fugiram das principais cidades por temor de novas ações militares, declarou a missão também assinada pela relatora da ONU para o Irã, Mai Sato.
Também manifestaram preocupação com os detentos que continuam sendo mantidos em prisões próximas aos locais de bombardeio, expondo-os a um risco aumentado, e solicitaram às autoridades iranianas que os transfiram para longe das zonas de perigo.
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A missão e o relator para o Irã indicaram que, segundo as autoridades iranianas, pelo menos 400 pessoas teriam sido mortas nos ataques, embora as organizações de direitos humanos estimem que o número de mortos seja de 865.
Com informações da EFE
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Fonte por: Jovem Pan
