A disputa na OA-PA gerou controvérsia devido à alegação de “bebida alcoólica”; assista ao vídeo

Imagens registradas durante o período eleitoral por uma vaga no Tribunal de Justiça do Pará mostram o candidato a presidente e um conselheiro compartilh…

Imagens registradas durante o período eleitoral na OA-PA (Ordem dos Advogados do Brasil do Pará) para uma vaga no TJ-PA (Tribunal de Justiça do Pará) geraram polêmica. A razão é que o presidente e um conselheiro da seccional da OA-PA no estado foram flagrados compartilhando uma caneca.

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Nas gravações de 25 de junho de 2025, o presidente Sávio Barreto é visto com uma caneca da instituição. Ele a oferece ao conselheiro nacional Evando Costa, sócio do escritório Barreto & Costa, de propriedade de Sávio. Costa consome o líquido e a devolve. O diretor da OA-PA pega a caneca e bebe novamente. As imagens indicam que a bebida era alcoólica – a OA-PA nega, afirmando que se tratava de um energético (leia mais adiante).

Em outra gravação, a vice-presidente da OA-PA, Brenda Araujo, está sentada à mesa solene com a filha. A criança pega a caneca (não é possível dizer se é a mesma que havia sido usada por Barreto e Costa) e pergunta se é água. A mãe responde: “Não, não é água. Você quer água? A mamãe dá água para você, filha. Seu copo é esse aqui”.

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Em seguida, a criança insiste: “O que é isso?”. A vice-presidente diz o seguinte: “Esse é de adulto, filha. Esse é drink“.

A OA-PA afirma que era energético.

Em comunicado, a OA-PA declarou que a bebida era um energético oferecido aos conselheiros devido à duração extensa da sessão.

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A verdade é simples: em uma sessão longa, que durou mais de 12 horas, a conselheira consumiu uma bebida estimulante não alcoólica (energético), compartilhada entre colegas no plenário. Ao conversar com a filha, usou o termo “drink” em tom lúdico, comum entre mães e pais para explicar que se tratava de algo que a criança não podia tomar, diz o comunicado. Leia a íntegra (PDF – 80 kB).

De acordo com o órgão, o processo seletivo foi conduzido com “absoluta responsabilidade”.

Também declarou que as imagens foram retiradas de seu contexto original com o objetivo de “deslegitimar” o pleito e “gerar instabilidade institucional”.

Outro lado.

Em nota, a vice-presidente da OA-PA afirmou que as suspeitas são uma forma de violência de gênero que busca desacreditar o processo e a OA-PA. Ela declarou que o pleito foi conduzido de maneira “democrática” e “imparcial”.

O presidente Sávio Barreto informou ao Poder360 que a bebida era um Red Bull e que a expressão “drink” foi utilizada por Brenda para explicar à filha que não era para crianças.

Em um grupo de WhatsApp do Conselho da OA-PA, Brenda Araujo afirmou que, mesmo que alguém desejasse consumir bebidas alcoólicas durante a sessão, ninguém arcaria com os custos. Ela também mencionou que o Red Bull seria por sua própria conta na próxima sessão.

É admirável que um órgão de imprensa tenha considerado sério sugerir que haveria uma grande festa com open bar em uma sessão do conselho da OA-PA.

Brenda consumiu um energético e, no dia do Conselho, recebeu Red Bull, que dividiu com outro conselheiro. A palavra “drink” foi utilizada com sua filha para explicar que ela não deveria beber.

Nesta sessão de eleição do quinto constitucional, enfrentei as pressões mais intensas que se pode imaginar para intervir e aprovar um candidato que não contava com apoio entre os colegas. Mantenho a neutralidade e ele não foi rejeitado por falta de qualidades próprias.

As forças que me pressionaram anteriormente agora utilizam a imprensa com um artifício para se vingar do resultado eleitoral desfavorável.

O que é pior, resolveu atacar uma mulher e mãe, expondo a imagem, ainda que borrada, de sua filha, em uma atitude covarde que merece reprovação firme de toda a sociedade.

Gostaria de ressaltar que a mesma força que se manifestou contra a falta do seu candidato preferido teve outros candidatos de sua confiança aprovados, de maneira democrática e sem imposições. Contudo, mesmo assim, permaneceu insatisfeito por não ter alcançado o resultado desejado em sua totalidade.

De minha parte, como presidente desta instituição que tanto amo, resistirei a esse tipo de interferência por parte de quem se considera dono daquilo que não lhe pertence.

Vou lutar com todas as minhas forças, juntamente com minha Diretoria, meu Conselho e minha classe.

Fonte por: Poder 360