O suspense político “A Conspiração Condor”, dirigido por André Sturm, chega aos cinemas de Brasília e das capitais de estados em 9 de abril de 2026. O filme, que promete ser diferente de outros thrillers sobre o período, foca na investigação da morte de dois ex-presidentes brasileiros: Juscelino Kubitschek (JK) e João Goulart (Jango).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A trama, com roteiro de Sturm e Victor Bonini, teve um custo de R$ 7 milhões e foi filmada em Iguape (SP) durante cinco semanas em 2024.
O filme acompanha a jornalista Silvana (interpretada por Mel Lisboa) e o jornalista Juan (Dan Stulbach) em uma investigação sobre as mortes de JK e Jango. A dupla suspeita de envolvimento de agentes do governo brasileiro e dos Estados Unidos nos assassinatos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A investigação é conduzida com a participação da jornalista Marcela (Maria Manoella), que se mostra relutante em seguir o caso.
Pedro Bial interpreta Carlos Lacerda, um governador que apoiou o Golpe de 1964, mas depois se opôs ao regime militar. Juscelino Kubitschek, o primeiro presidente a governar após a redemocratização, faleceu em 1976 em um acidente na rodovia Presidente Dutra.
João Goulart, vice de Kubitschek e depois vice de Jânio Quadros, foi deposto no golpe de 1964 e passou parte de sua vida no exílio na Argentina, onde faleceu em 1976 devido a um infarto.
A trama se passa em um período de cooperação entre regimes ditatoriais na América do Sul, conhecida como Operação Condor. A investigação dos jornalistas revela a participação de agentes dos EUA na morte dos ex-presidentes. O filme explora o poder de influência na sociedade e a manipulação que pode levar as pessoas a tomar decisões que não estariam dispostas a fazer voluntariamente, conforme dito pela jornalista Mel Lisboa.
André Sturm, diretor do filme, ressalta que a aproximação de Carlos Lacerda com JK e Jango demonstra o potencial do diálogo político, embora reconheça que essa abordagem enfrenta pouco apoio atualmente. Ele enfatiza a importância de se lembrar do Golpe de 1964, que ocorreu na mesma data da estreia do filme em Brasília, para que não se repita.
Sturm também faz referência a uma cena do filme “I Comme Icare” (“I Como Ícaro”), de 1975, do ator e diretor Yves Montand, uma prática comum em filmes.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.
