86% das juízas brasileiras ganham menos do que colegas masculinos

Juízas brasileiras continuam com salários inferiores aos dos colegas masculinos nos tribunais federais e estaduais.

20/08/2026 09:34

2 min

A pesquisa mostra que, em 2025, nos 19 dos 25 tribunais analisados, as juízas ganharam menos que os homens | Poder360
A pesquisa mostra que, em 2025, nos 19 dos 25 tribunais analisad...

Dados recentes apontaram para uma persistente disparidade salarial no Judiciário brasileiro: 86% das juízas trabalham em tribunais onde ganha menos do que seus colegas masculinos.

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O levantamento revela o desafio de gênero na remuneração dos magistrados e magistradas nos estados brasileiros. Segundo a pesquisa “Gênero, Poder e Remuneração nos Tribunais de Justiça Brasileiros”, produzida pelo Justa – organização focada na economia política da justiça –, essa desigualdade já era notável desde anos anteriores ao estudo mais recente realizado até agora pela instituição.

A persistência da diferença salarial entre gêneros

Os números são alarmantes: em 2025, foram identificados tribunais onde as juízas recebiam menos que os homens no mesmo cargo; esse percentual atingiu 86% das magistradas. Em comparação com o ano anterior (em 2024), quando a taxa ainda estava em‌ ‍/82%, mostra como essa questão se mantém um problema estrutural.

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A análise do Justa abrangeu dados de remuneração coletada ao longo dos últimos dois anos, entre janeiro e dezembro de dezembro/2025 para evitar que flutuações mensais distorcessem os resultados. O estudo analisou folhas de pagamento ativas em 25 Estados diferentes da federação brasileira.

Onde a diferença salarial foi mais acentuada

Os cálculos revelaram casos extremos dessa desigualdade nos estados brasileiros. No âmbito das juízas do primeiro grau, o Estado de Minas Gerais apresentou um dos maiores déficits: uma disparidade anual calculada na ordem de R 18.128,18 entre homens e mulheres.

Já no cargo de desembargadores, Rondônia liderou os registros com maior discrepância remuneratória em nível estadual; a diferença apontada foi superior à marca de R 56.863,92 por ano.

Alto volume financeiro direcionado aos magistrados masculinos

Além da disparidade nos cargos específicos, o período analisado também evidenciou um alto fluxo de pagamentos elevados destinados exclusivamente ou majoritariamente aos homens na carreira judicial.

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O levantamento identificou mais de 14 pagamentos) em um único mês com valores superiores a R 1 milhão; todos esses registros foram feitos em favor dos profissionais do sexo masculino.

Outros patamares financeiros altos – como os pagos entre R500 mil e R 1,7 milhões–, também apareceram nos dois anos estudados totalizando o registro dessas cifras por incríveis 83 vezes**. Nesse volume específico, impressionante é que quase três quartos (82%) desses pagamentos ocorreram para homens.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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