3 dicas para deixar unhas quebradiças mais saudáveis, segundo especialistas
Especialistas alertam que tirar cutícula com alicate pode prejudicar a saúde das unhas e abrir portas para infecções.
Manter as unhas bonitas vai muito além da cor do esmalte ou do formato. A aparência delas pode dar pistas importantes sobre a saúde como um todo — da alimentação ao funcionamento dos rins. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é com produtos milagrosos que se conquista unhas fortes.
E um dos hábitos mais enraizados entre os brasileiros, tirar a cutícula com alicate, pode fazer mais mal do que bem.
“As unhas saudáveis apresentam uma coloração mais uniforme. A superfície fica relativamente lisa, de boa aparência, não tem tantas mudanças persistentes de cor, nem de espessura”, explica Alê Nogueira, professora de podologia da Universidade Anhembi Morumbi.
Quando algo foge desse padrão, o sinal de alerta deve acender.
Sinais de alerta nas unhas e quando procurar ajuda
Alterações na cor, no formato ou na textura podem indicar desde um simples trauma até problemas mais sérios. “Unhas muito frágeis que vivem lascando, quebrando, manchas e deformidades podem chamar atenção”, lista a dermatologista Andressa Vargas.
Segundo ela, a causa muitas vezes está na própria unha, como alergias, dermatites ou infecções por fungos e bactérias.
Mas nem sempre o problema se limita ali. “Alguns sinais nas unhas também podem estar relacionados com doenças renais”, alerta Vargas. Por isso, quando as mudanças persistem mesmo com cuidados básicos, o melhor caminho é buscar avaliação médica.
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A profissional também faz um alerta importante: “Unhas quebradiças não significam falta de vitamina e a suplementação sem investigar a causa não está indicada.”
O erro de tirar a cutícula e os riscos para a saúde
A cutícula não é um excesso de pele sem utilidade. Ela funciona como uma vedação natural entre a pele e a unha, protegendo a matriz ungueal — área responsável por formar a unha nova — contra fungos e bactérias. Ao cortá – la, abre – se uma porta de entrada para infecções e inflamações.
“Essa porta de entrada é numa região muito sensível e se contamina muito fácil. Mesmo que não exista um sangramento visível ou uma lesão, ela existe e está lá”, reforça a podóloga Alê Nogueira. A recomendação das especialistas é clara: não remover a cutícula por completo.
O mais seguro é amolecer a região e apenas empurrar suavemente o excesso, sem cortar.
Outro risco que muita gente ignora é a contaminação por utensílios mal esterilizados. Alicates e outros instrumentos podem transmitir vírus, incluindo os das hepatites B e C. O perigo aumenta em salões sem controle rigoroso de biossegurança. Por isso, levar o próprio material é a opção mais segura.
Alimentação, hidratação e pausas no esmalte
A unha é feita basicamente de queratina, uma proteína que depende de aminoácidos vindos da alimentação. Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas ajudam a fortalecer a estrutura e podem acelerar o crescimento. A deficiência de nutrientes como ferro, zinco e biotina está associada a unhas mais frágeis e ao aparecimento de manchas esbranquiçadas.
A hidratação também merece atenção diária. A pele ao redor da lâmina ungueal é fina e sensível. Quando ressecada, podem surgir fissuras e infecções. O uso de cremes e óleos específicos para cutículas ajuda a reduzir o risco de descamação e quebra.
O contato frequente com água, sabão, detergente e álcool em gel está entre os principais vilões — o recomendado é reaplicar hidratante após cada uso intenso desses produtos.
Outra medida simples é usar luvas de proteção durante tarefas domésticas, como lavar louça ou limpar banheiros. A barreira física evita o contato direto com substâncias químicas e água quente, dois fatores que aceleram o ressecamento. Por fim, dar pausas no uso de esmaltes também é essencial. “Se houver ressecamento, descamação ou fragilidade, é interessante pausar por um período o uso do esmalte e hidratar bastante a unha e a cutícula”, orienta a dermatologista Andressa Vargas.