Festival chocante em Porto Alegre! 🩸 Arte e menstruação em debate e criação. Performances, cine-debates e reflexões sobre corpo, gênero e direitos. Participe!
Durante a próxima semana, a capital gaúcha, Porto Alegre, será palco do 1º Festival Latino-Americano de Artes e Menstruação (FLAM). O evento, que se estenderá de 25 a 29 de março, busca centralizar a menstruação como tema central na arte e no debate público, oferecendo uma programação diversificada que inclui performances, mostras artísticas, cine-debates, oficinas, palestras e ações educativas.
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O FLAM visa reconhecer a arte menstrual como uma linguagem poderosa, um campo de pesquisa e uma ferramenta de transformação social. A proposta do festival aborda questões cruciais como o corpo, a ciclicidade, gênero, sexualidade, direitos das mulheres e diferentes identidades de gênero, utilizando perspectivas decolonial, ecofeminista e antirracista.
Paola Mallmann, uma das idealizadoras do evento, explica que a menstruação é uma experiência complexa, com significados sociais importantes. “A menstruação é uma experiência que passa pelo corpo, mas que também constrói sentidos sociais. A própria interpretação em performance pode ser usada para expressar, de forma artística, essa experiência.
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E não é só sobre o sangramento menstrual, mas todo o ciclo”, detalha.
O festival reúne artistas, pesquisadoras, educadoras e ativistas de diversos países, incluindo Brasil, Colômbia, Argentina e Chile. A curadoria do evento foi realizada pelas idealizadoras, com um processo de seleção rigoroso para receber as propostas.
A iniciativa reconhece que a experiência menstrual está intrinsecamente ligada ao tempo, à geografia, à cultura e a questões étnicas e econômicas.
“Se a menstruação antes era vista como algo sujo ou vergonhoso, esse tipo de crença vai mudando conforme o tempo passa. E o próprio ciclo da mulher, com os métodos contraceptivos, também mudou, assim como começou a surgir a própria arte menstrual como um símbolo de autonomia e emancipação dos nossos corpos”, destaca Paola.
O FLAM não é apenas um festival focado na saúde menstrual, mas sim um espaço de diálogo entre a arte e a educação. A organização busca promover a reflexão sobre questões relacionadas à vida das mulheres e à autonomia dos seus corpos, especialmente em um contexto social marcado por desafios e debates.
“Existem, no mundo todo, diversas artistas que trabalham a questão do sangue menstrual. Eu acho que quem cruzar com o festival pode achar irreverente ou se chocar, mas isso também é importante. O evento é pensado em fortalecer essas práticas”, acrescenta a organizadora.
Entre as confirmadas, destacam-se Carolina Ramírez, Isa Graciano, Maria Chantal e a coletiva Garotas de Vermelho, que desenvolve projetos educativos sobre menstruação em escolas da periferia de Porto Alegre.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.